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O Regicídio
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Cota
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O Regicídio

DIA 1



Hoje mandei uma carta à minha mãe. Talvez ela nem se lembre de mim... passados 30 anos no estrangeiro, nem um elefante se lembraria.
A minha mãe, desde a última vez que a vi, tinha uma cara pálida e rugosa. Ela esforçava-se muito pela minha família: fazia de tudo para que não nos faltasse nada...
Ah... os meus velhos tempos...
Lembro-me quando era uma criança, andava pelos bosques da aldeia, saltitando e cantarolando, muito feliz. A minha mãe preparava um frango delicioso, todos os Domingos. Comprava-o sempre na mesma banca, do mesmo mercado, sempre com o mesmo tamanho, e cozinhava-o sempre com um toque especial. Ela usava sempre o forno comum lá da aldeia, já que não tinha um eléctrico na nossa pobre casa. Talvez aquilo desse um sabor especial à comida, não sei. Só sei que o frango sabia bem. É um dos sabores que eu recordo da minha infância.
Outro sabor que me lembro é o sabor amargo do mesmo frango, mas no Domingo em que fizera 7 anos. 3 dias atrás, houve uma execução na aldeia, que me tocou muito e à minha mãe, muito mais.
No meu país natal, vivia-se (a acho que ainda se vive) uma monarquia muito injusta. O povo estava preso, oprimido e sem liberdade. Quem não trabalhasse durante 2 dias seguidos, desde os 10 anos, seria executado na praça pública, à frente de toda a gente.
Nesse dia, o meu irmão e o meu pai foram brutalmente executados, a mando do rei. O rei estava sempre presente nestas cerimónias.
O rei era ( e penso que ainda é) um grande cruel e frio, que tinha um poder enorme. Controlava as nossas vidas como se fossemos marionetas.

Na carta que mandei à minha mãe, disse que ia voltar. Ia soltar aquele povo da opressão.


"Mal ele sabia que isto era só o princípio de um verdadeiro inferno."
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Capítulo 1

Modificado pela última vez: 06-04-2008 20:09 por Cota.

06-04-2008 12:32
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Chris
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RE: O Regicídio

Estou a gostar do dia 1 (vê-se que andaste na academia).
Mas sei que o melhor ainda está para vir.

06-04-2008 12:36
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Nugget
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RE: O Regicídio

Citação:
Estou a gostar do dia 1 (vê-se que andaste na academia).
Mas sei que o melhor ainda está para vir.


Também acho!


O meu grande segredo!!!
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RE: O Regicídio

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06-04-2008 13:25
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RE: O Regicídio

Chris Escreveu:
Estou a gostar do dia 1 (vê-se que andaste na academia).
Mas sei que o melhor ainda está para vir.


-.-' ele não andou lá >_> -_-' apenas escreve melhor que vocês todos juntos xD


I QUIT!!!!!! xDDDDDDD
06-04-2008 13:50
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Cota
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Post: #6
RE: O Regicídio

DIA 2



-Correio!
Desci o corredor, saí de casa ainda com o pijama e bastante despenteado e fui a correr até à caixa de correio. Esperava uma resposta da minha humilde mãe. Agarrei na chave que eu escondia debaixo de um vaso com uma orquídea que raramente regava e abri a caixa.
Fui a correr até à porta, entrei em casa ainda despenteado e com o pijama e subi o corredor. Rasguei o envelope em pedaços que pareciam pequenos flocos de neve, e quase que ia destruindo a carta preciosa que estava lá dentro.

Mãe Escreveu:
Há muito tempo que não te respondia, sabes? Já nem sei como estarás agora... serás um homem? Ou ainda sonhas de cabeça a olhar para o tecto?
Parece que é o que está a acontecer agora. Será que estás a magicar uma vingança para chegares ao rei e matá-lo? Acho que ainda tenho de esperar antes de tu pensares direito.
Desculpa. Eu sei que nunca te aceitei bem como meu filho. Nunca te vi crescer. Só te via a sonhar... ainda me lembro: à noite, tu fugias para o quintal e olhavas as estrelas, a pensar quão longe estavam e como poderias chegar até elas... Já descobriste uma maneira? Também não encontro uma maneira de voltares e matares o rei.

Mas... filho... eu estou sempre contigo. Se tu queres matar o rei, força! Ele causou tanto ou mais sofrimento a ti do que a mim. E toda a população está contigo! Já falei à vizinha o quão orgulhosa estava em ter um filho tão corajoso, disposto a salvar um país inteiro da opressão... falava tão alto que a polícia ainda me apanhava e ainda ia presa!
Promete-me que vens depressa... e não me desiludas!

Da tua querida:
Mãe


Ah!... com esta aprovação, agarrei em roupas práticas e produtos de higiene e enfiei tudo num saco. Corri até ao banco, (não, já me tinha vestido e já me tinha penteado com uma embalagem de gel inteira - Que exagero! - diria a minha mãe) levantei o máximo que pude e apanhei um táxi para o aeroporto.
Fui no 1º avião que apareceu para ir para o meu país natal, passados 2 dias de espera.
A viagem fora longa: 3 horas. E estava cada vez mais ansioso por chegar.

Quando cheguei, quase que fiz como o Papa João Paulo II: ia beijando o asfalto da pista, de tão alegre que estava! A minha aldeia não estava longe, por isso fui a pé.
Quando entrei nela, cheirei logo aquele sabor do frango de Domingo...


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Capítulo 1
07-04-2008 20:15
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DrakO
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Post: #7
RE: O Regicídio

Bem, Cota... Não quero ser pessimista nem induzir-te ou influenciar-te a errar inconscientemente, mas estás a meter-te num beco sem saída ao continuar a tua Fic desta maneira. Mas vamos lá passar à prática para que percebas melhor aquilo que estou a tentar dizer.

Primeiro que tudo a Fic é muito do género de maratona, ou seja, é tudo tão rápido que não dá sequer para perceber traços subjectivos. E parecendo que não isso é horrivel, porque implica:

1. Descrições forçadas e fracas;
2. Acção muito apressada e sem quaisquer detalhes adicionais;
3. Narração excessiva e redundante.

Não digo que a tua Fic tenha estes 3 defeitos, mas é muito susceptível a apanhá-los.

Mas entrando dentro da história...
Este tipo de histórias em que os filhos são soldados que abandonaram o seu país, por razões politicas, economicas, sociais, etc. é muito bom para se começar a fazer erros! Para já, é uma história tipica e depois quem não tem paciência para descrições ou acha que meia-duzia de adjectivos chegam para dar a conhecer alguma coisa, espalha-se redondamente. E tu conseguiste falhar, nesta Fic...

Se há uma personagem que está distante, e neste caso refugiada, então o que há a fazer é contar um pouco a história do porquê dessa situação. Não é chegar aqui e debitar uns parágrafos, dizer que o Rei é mau e que deve ser morto. Tem que se esmiuçar a história melhor, para que a pessoa não fique a olhar para aquilo e diga 'Hmm... Daqui a dois capitulos isto já acabou'. E é isso que eu prevejo que aconteça daqui a uns dois ou três capitulos: vais ficar sem nada para dizer, porque não encheste o chouriço quando devias.

E eu já sei qual é o motivo pelo qual as tuas Fics nunca são levadas até ao fim: tu deslocas a acção tão rapidamente e deixas tudo ali chapado à frente do cliente, que ao fim de um certo tempo já não tens tu nada para dizer, nem o cliente nada de novo para ler.
É muito importante que dês mais história à história, e que passes as acções mais devagar. Eu estou convicto que é essa a fórmula mágica para o sucesso das tuas Fics!

Para finalizar, é importante que saibas utilizar melhor as virgulas e não faças tantas frases de 5 ou 6 palavras. Dá um ar mu...I...To So...Lu...Ça...Do ao texto e não dá prazer ao ler.

Isto só funcionará bem se partires do principio que não vais ganhar nenhum prémio com isto e que fazes isto por prazer. Tenta ler e reler várias vezes aquilo que escreves e põe-te no lugar de alguem que não sabe da história.

--DrakO--


.::Clube Anti-Pessoas que têm clubes de fans::.
Quem quiser entrar, ponha o dedo no ar (ou então mande-me uma PM]
DrakO -- Rex Exploder -- Fire Palkia -- Prince -- Metamence -- Darky -- ColdFire InOx -- PokeBoy -- Pking


08-04-2008 17:44
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RE: O Regicídio

E, com este comentário do DrakO, vou tentar mudar aqui as coisas...

DIA 3



Hoje mal dormi, com tanto entusiasmo. Quer dizer, ainda adormeci, mas logo a seguir, o Sol batia-me na cara, como se estivesse zangado comigo.
Ah!... É bom voltar a casa! Tomar o pequeno-almoço com a minha mãe, que fazia umas torradas de chorar por mais... pequenos pormenores que fazem um dia especial.
Abri a janela, e vi toda aquela aldeia, tal e qual como me lembrava dela.
-Olha! - Espantava-me eu e contava à minha mãe - Ali era onde eu brincava com o Magriço, não era mãe?
-Era pois. - Ela olhou-me com uns olhos brilhantes. Via-se à distancia que estava contente por eu ter voltado. - Tu passavas lá horas e horas a fio, sempre a jogar ao berlinde...
-Ah, bons tempos! Ele ganhava-me sempre! Tirava-me todos os berlindes e tinha de comprar mais!
-Pois! À custa desse vício, perdemos muito dinheiro nessas esferas transparentes, que nao servem para outra coisa senão coleccionar!

-Adeus! - gritei à minha mãe, já fora de casa.
-Volta cedo! - a minha mãe preocupara-se sempre com os seus filhos: não saíamos de casa sem ela verificar de novo se tínhamos o lanche, se estavamos bem agasalhados...
-Voltarei!
E fui a descer a rua de Santo José, a rua onde vivia. Passava por grandes marcos da minha vida: o parque onde dava de comer aos patinhos esfomeados, a pereira minha amada (num ano, comi-lhe os frutos todos!), o jardim onde eu rebolava sempre sem parar...
Não o posso negar, tive uma boa infância. Teve alguns altos e baixos, mas saía sempre de casa com um sorriso no rosto, pronto a enfrentar o dia que batia à porta.

Ainda passei pela mercearia do Sr. João, para comprar algumas coisas para o jantar. Depois disso, prossegui caminho pelas ruas de calçada velha da aldeia. Até que cheguei a um sítio muito especial: o local onde, diariamente, eu brincava aos berlindes com o Magriço...

-Ganhei outra vez! Deixa de ter piada, jogar contigo, Manuel. - Lá se gabava o Magriço, muito altio e convencido.
-Oh... não tenho mais berlindes... Vou à mercearia do Sr. João comprar mais 5!
-Para quê? Para irem parar às minhas mãos outra vez?
-Não! Para agora eu ganhar!
-Dizes sempre isso e, sinceramente, isso nunca aconteceu!
-Pois, mas é hoje que te ganho!
Ia e vinha sempre a correr, e acabava sempre por cair pelo caminho. Mas levantava-me, apanhava todos os berlindes que tivessem rebolado pela calçada, e prosseguia caminho.
E, daquela vez, para grande espanto do Magriço, ganhei-lhe! Ele teve de me dar o seu melhor berlinde, o mais bonito, o seu berlinde da sorte. Afeiçoei-me tanto a ele... era símbolo que conseguia ganhar, era o meu amuleto.

Agora não sei desse berlinde: será que o perdi? Talvez...
BEM! Só agora é que reparei que estava na hora de almoço! Desta vez, fui vagarosamente até casa, sem pressas, sem nada.
-Mãe, cá estão as coisas que pediste!
-Obrigado, filho. Agora senta-te e come.
Comi uma sopa de grão deliciosa e bem-temperada, como eu gostava, e também adorei o bife com batatas fritas que se seguiu. A minha mãe sempre fizera o bife de uma maneira especial: metia-lhe tomilho e uma mistura de especiarias com os nomes mais espalhafatosos que já ouvi na minha vida. Só sei que ganhava um sabor intenso, de fabricar uma lágrima no canto do olho de tal picante que era. Mas eu gostava de ter a língua a arder.
-Filho, tenho aqui uma coisa que te queria dar.
A minha mãe tirou do bolso um cubo embrulhado num papel vermelho, sem figurinhas ou outras coisinhas, tal e qual como eu gostava. Estava tão delicadamente embrulhado, que tinha medo de rasgar aquela obra de arte. Lá o fiz, com muito cuidado, para ver se não estragava nada. Era uma caixinha azul, muito pequena e suave.
-Oh! um anel? - pensei eu - Odeio anéis!
Abri a caixinha, muito lentamente. Em cima de uma almofada branca estava o berlinde. O meu único amuleto estava ali, à minha frente, perdido à tantos anos!

Ele era pequeno, cheio de riscos e buracos, de tanto roçar com a terra. Tinha uma espiral colorida no meio, preta numa ponta e branca noutra. Fazia-me lembrar das voltas que tinha de dar para chegar ao meu objectivo. Era muito simples, igual a tantos outros berlindes; mas, no seu interior, era tão complexo como um ser humano. O que fazia, fazia por aquele berlinde, que mostrava as minhas vitórias e as minhas derrotas. A minha vida estava quase totalmente resumida naquele pedaço de vidro esférico.

-Obrigado, mãe! Obrigado! - Estava tão contente por o ter encontrado, ia explodindo de alegria e felicidade.
-Bem, agora que já comeste e estás encorajado, acho que estás pronto para nos libertar!

À tarde visitei o resto da aldeia, revivi memórias perdidas no tempo. Revivi a minha vida passada. Agora estava na hora de voltar ao presente. Estava na hora de o rei se ir embora.


"Mal ele sabia que isto era só o princípio de um verdadeiro inferno."
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Capítulo 1
08-04-2008 18:47
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JirachiGirl
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Post: #9
RE: O Regicídio

Bem, posso dizer que estou a adorar a tua fic pois está bastante rica em vocabulário e adjectivos, é pena não ter muito a ver com pokémons, mas sinceramente acho que parece mesmo uma história escrita por escritores... Parabéms grande fic!


"I thought you were my fairytale
A dream when I'm not sleeping
A wish upon a star
Thats coming true
But everybody else could tell
That I confused my feelings with the truth...
When there was me and you..."


Obrigada Luna, pelo avatar mais giro do fórum (Kidding) xP
09-04-2008 15:36
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Gabriel_88
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Post: #10
RE: O Regicídio

acho que podia estar melhor e falar de pokemon´s


este sou eu:
e este é o meu rival:
12-05-2008 16:29
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Weed
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RE: O Regicídio

Finalmente uma fic das que eu gosto!!!
Está muito bom, já pensaste em ser escritor?
É que tens jeito para a coisa, a sério!


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Lewis- Bolacha sobrevivente
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Weedle - Bolacha Homicida
16-05-2008 10:30
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lanvarn
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RE: O Regicídio

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"A invencibilidade está na defesa, a possibilidade de vitória no ataque. Quem se defende mostra que sua força é inadequada, quem ataca mostra que ela é abundante."



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01-07-2008 11:28
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